Ozonioterapia no Tratamento de Feridas

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O uso do ozônio para fins medicinais é denominado ozonioterapia, que é uma mistura de oxigênio e ozônio em proporções que variam de: 0,05% de ozônio e 99.95% de oxigênio a 5% de ozônio e 95% de oxigênio. O ozônio tem alto poder bactericida por ataque direto aos micro-organismos com a oxidação do material biológico. Dentre as diversas formas de sua aplicação no tratamento de feridas ele pode ser utilizado em tratamento tópico com bolsa, aplicação em água e/ou azeite ozonizado.

Somente no Brasil, existem mais de 13 milhões de pessoas com pé-diabéticos, muitas delas acometidas por úlceras no pé, podendo levar à amputação dos membros acarretando acentuados prejuízos para o paciente. A ozonioterapia apresenta-se como promissora e eficaz alternativa no tratamento dessas lesões, pois é bioxidativa (destrói por oxidação) com efeitos antimicrobianos, promovendo neoangiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos).

Essas ações somadas otimizam a oferta de nutrientes para o tecido, potencializam a ação do sistema imune, contribuem para a multiplicação celular e mantêm a carga microbiana controlada, fazendo com que que a cicatrização ocorra de forma mais rápida. É importante destacar que o tratamento com ozônio deve ser realizado por um profissional de saúde e nunca por via inalatória.

Existem várias formas de realizar a ozonioterapia, aplicando o gás diretamente na pele, caso se pretenda tratar uma ferida, via intravenosa ou intramuscular. Para administrar o ozônio pela veia, para tratar outros problemas de saúde, é retirada uma determinada quantidade de sangue que é misturada com o ozônio e depois é administrado novamente na pessoa via intravenosa. Também pode ser administrada via intramuscular, em que o ozônio pode estar misturado com o sangue da própria pessoa ou com água estéril.

O ozônio médico está contraindicado em casos de gravidez, assim como em pacientes com infarto agudo do miocárdio, hipertireoidismo não controlado, intoxicação alcoólica ou problemas de coagulação.